O teatro galego entre séculos: evolución e desafíos
O Teatro de Entre Séculos
O inicio da historia contemporánea do teatro galego sitúa-se na estrea do drama A Fonte do Xuramento de Francisco María de la Iglesia. O teatro anterior às Irmandades (antes de 1916) não alcançou grandes avanços: precariedade, escasso cultivo, falta de autores e carência de companhias.
Ó comezar o século XX seguem-se quatro tendências:
Social:
anti-caciquil, cultivada por Lugrís Freire (A Ponte) ou Antón Villar Ponte (A Pátria do Labrego)Costumista-humorística:
plasmada em géneros menores como o cadro de costumes ou o “parrafeo”, que certo setor do público batizará como “gallegadas”Histórica:
centrada na evocação e recreação de momentos e figuras do passadoTeatro lírico:
zarzuelas e operetas
Con anterioridade às Irmandades o intento mais sério de consolidação do teatro galego foi a Escola Rexional de Declamación (1903-1905).
O Teatro das Irmandades da Fala
Problemas para o Desenvolvemento do Teatro Galego
Para as Irmandades o teatro é um dos âmbitos onde ganhar prestígio social e um meio para a propaganda das ideias galeguistas. Para levar a cabo isto encontraram-se com obstáculos como: a falta de atores e atrizes, a carência de companhias dedicadas a representar teatro em galego, a desvalorização do idioma ante as camadas médias e urbanas e a competência do cinema.
Em resposta a isto potenciaram a escrita e representação de teatro em galego, preocupando-se por introduzir novas técnicas e temas e construindo um modelo de língua dignificadora.
Será a partir de 1916, graças ao labor das Irmandades, quando o teatro galego experimente um salto qualitativo: afetará ao número de obras e autores, à qualidade, à diversificação genérica das peças; cultivarão a literatura dramática com obras originais, traduções, crítica literária; acolherão influências das dramaturgias europeias; fundarão grupos teatrais amadores (cadros de declamação); ampliarão o círculo de leitores/espectadores.
Assim, criaram o “Conservatorio Nazonal do Arte Gallego”, a companhia mais importante criada pelas Irmandades: fez o seu debut com A Man da Santiña, germe do teatro moderno porque renuncia aos tópicos anteriores e põe o galego em lábios de personagens de classe alta, rodeada de cultura, educação e refinamento, coloca além disso algumas mensagens galeguizadoras (censura da emigração, idealização da fidalguia).
Finalmente, discrepâncias internas na representação de Donosiña de Xaime Quintanilla põem fim à entidade. Acaba convertendo-se na “Escola Dramática Galega”, o que supôs certa regressão.